“A rota do Bode” é um percurso muito interessante, com foco num episódio importante na história do século XX. É um passeio cultural, inspirado da tirania de trinta anos de Rafael Leonidas Trujillo, o ditador mais cruel de seu tempo.
O percurso é chamado assim pelo apelido que foi dado ao ditador, “o Bode”.
Ele foi criado pelo Consórcio Dominicano para a Competitividade Turística (CPDC) e a agência especializada Raíces, com o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) ((http://www.turismocdct.org/proyectos.html; /(809) 872.0001 www.raices.com.do / (809) 682 0465 ).)
Um percurso de três horas, em veículos dos anos 50, passa pelos pontos emblemáticos da cidade e pelos lugares visitados pelo tirano poucas horas antes de sua execução, na noite de 30 de maio de 1961. Uma equipe de guias oferece as explicações necessárias durante a visita.
A rota
O percurso é oferecido nos sábados e domingos, de 9:00 a 12:00 ou das 2:00 às 5:00 PM, a partir da Avenida del Puerto de la Ciudad de Santo Domingo, em frente à marina Don Diego. Aqui, os veículos dos anos 50, dirigidos por motoristas em traje de época, transportam até quatro pessoas por carro.
Primeira parada: Pra introduzir os participantes na atmosfera da época e apresentar a história e as conseqüências da era de Trujillo, a rota começa no Museu Memorial da Resistência Dominicana, um lugar dedicado aos combatentes que lutaram contra a ditadura. Este museu é considerado um “Patrimônio Mundial” pela UNESCO, pelo seu valor histórico.
Segunda parada: Visita da Praça Patriótica Juan Tomas Dias e Antonio de la Maza, que formaram um grupo para derrubar o regime.
Terceira parada: Palácio Nacional, sede da Presidência da República, um palácio imponente, construído por um arquiteto italiano, sob as ordens do tirano.
Quarta parada: A Praça da Cultura, onde estava a antiga mansão do tirano, e onde agora ficam o Teatro Nacional, a Biblioteca, o Museu de Arte Moderna e outras instituições culturais.
Quinta parada: Uma das 37 outras residências pertencentes ao ditador, que agora é ocupada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Sexta parada: Mausoléu dos Heróis de Constanza, Maimón e Estero Hondo, onde jazem os restos mortais do grupo que organizou uma expedição de guerrilha em 1959 para derrubar o regime de Trujillo.
Sétima parada: Um grupo de edifícios construídos pelo tirano para comemorar “A Feira da Paz e da confraternidade no Mundo Livre”, para mostrar ao mundo os “sucessos” da ditadura.
Oitava parada: Memorial (“Monumento Conmemorativo”), construído na beira-mar, na avenida Malecon, no lugar exato onde “o Bode” foi executado.
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